Encho o pulmão de ar e grito publicamente que amo “Meu Bem”. Amo, simples assim. Não defino, não limito, nem julgo tal amor. O que sinto pelo “Meu Bem” é incondicional e esta acima de qualquer julgamento.
Sempre tive a necessidade de entender exatamente meus sentimentos em relação às outras pessoas. Uma necessidade inútil confesso, uma vez que o ‘sentir’ vai sempre muito mais além do que uma razão.
Há pouco pude compreender que não preciso entender nada, porque entender remete a uma definição, uma explicação, uma razão, e o que se passa em minha mente e coração não segue uma ordem racional que possa ser explicada.
O “Meu Bem” tem o dom de me fazer sorrir, de me fazer viver. O riso dele me faz feliz, como é contagiante sua alegria, como é vibrante sua energia. O “Meu Bem” faz o céu se abrir com um sorriso, e que sorriso... Lindo, quase infantil, totalmente despretensioso. Um sorriso solto da boca, ele sorri com os olhos, com as mãos, com o tom de voz, com as palavras...
Tão contagiante como sua alegria é sua tristeza. Ele tenta convencer a todos de que não fica triste, mas eu faço parte dos 2% que sabe que isso não é verdade. É tão angustiante sua tristeza, cada lagrima sua é um punhal sendo cravado no meu peito. Nunca sei o que dizer nem como agir. Sua dor pinta meu céu de cinza e declara minha impotência.
Eu amo “Meu Bem”. Já o chamei de MEU, já o tive para mim e essa nossa história já passou. Não é assim que preciso dele, não é assim que ele precisa de mim.
Eu só preciso da risada na mesa do bar, da voz sonolenta ao telefone sempre disposta a conversar. Eu preciso da bronca paras minhas manhas, dos conselhos para os meus dilemas, do apoio para minhas escolhas. Preciso da companhia para um show, das discussões sobre um bom livro e das indicações para novos sons.
Não nego o ciúmes que tenho do “Meu Bem” e ciúmes sempre sentirei, mas não o quero para mim. Quero “Meu Bem” para o mundo! O “Meu Bem” é o amor da minha vida e espero que ele seja ainda o amor de muitas outras também.








